quinta-feira, 12 de julho de 2007


AMAR É... SER PUNK É...
Sabe, muita gente que vem aqui no site não sabe, mas eu Gordo fui punk, não famoso como o João, mas fiz minha parte. Fui a shows do Ramones, Toy Dolls, Exploited, Dead Kennedys´, Rollins Band , Olho Seco, Plebe Rude, Inocentes, Replicantes e muitos outros, ainda lembro do meu vinil branco….

Vocês devem estar se perguntando, mas porque diabos o Gordo lembrou disso bem agora?

Respondo, recentemente li um livro que achei brilhante e diz muito sobre gente como eu, punk, e que hoje em busca de uma vidinha minimamente confortável tem que agüentar um monte de Zé Ruela que deveriam ser encochados nas ruas onde moravam e como não tinham coragem para dar porrada, se contentam em ficar hoje “fodendo” os outros a torto e a direito no mundinho corporativo, escondidos de trás das suas mesinhas infames com fotos de familiares sorrindo, mesmo que hoje já não sorriam há tempos.

Ah, ia me esquecendo de contar para vocês, o nome do livro é “Disparos do Front da Cultura Pop”, do jornalista Tony Parsons, que saiu na “terra brasilis” pela Editora Barracuda.

No melhor estilo Amar é…, quem não lembra daquele casalzinho peladinho ainda não passou da barreira dos 30, segue algumas coisas que gente como eu pensa e percebi no livro:

Ser punk é ter brigado pelo menos uma dúzia de vezes na vida.

Ser punk é ter acordado no hospital sem ter a menor idéia de como chegou lá.

Ser punk é ter usado jeans, camiseta e coturno e um cabelo diferente.

Ser punk é ter freqüentado a galeria e tomado “bombeirinho” ou porradinha.

Ser punk é ter tatuagem, não japonesa e meia-manga, mas um monte aleatoriamente espalhada pelo corpo.

Ser punk é ser anarquista, às vezes niilista e outras suicida.

Ser punk é ser a antípoda do filhinho da mamãe, é rasgar a saia da velha ou usa-la, mas quase nunca deixa-la em paz.

Vou recorrer a uma pérola do livro, com a qual concordo em gênero, número e grau, exceção feita ao esporte que está longe de estar entre os meus favoritos, a seguir:

“Esteja perto das coisas que ama e leve um bastão de beisebol para todo o resto.”

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