sexta-feira, 13 de julho de 2007


Olá a todos

quinta-feira, 12 de julho de 2007


AMAR É... SER PUNK É...
Sabe, muita gente que vem aqui no site não sabe, mas eu Gordo fui punk, não famoso como o João, mas fiz minha parte. Fui a shows do Ramones, Toy Dolls, Exploited, Dead Kennedys´, Rollins Band , Olho Seco, Plebe Rude, Inocentes, Replicantes e muitos outros, ainda lembro do meu vinil branco….

Vocês devem estar se perguntando, mas porque diabos o Gordo lembrou disso bem agora?

Respondo, recentemente li um livro que achei brilhante e diz muito sobre gente como eu, punk, e que hoje em busca de uma vidinha minimamente confortável tem que agüentar um monte de Zé Ruela que deveriam ser encochados nas ruas onde moravam e como não tinham coragem para dar porrada, se contentam em ficar hoje “fodendo” os outros a torto e a direito no mundinho corporativo, escondidos de trás das suas mesinhas infames com fotos de familiares sorrindo, mesmo que hoje já não sorriam há tempos.

Ah, ia me esquecendo de contar para vocês, o nome do livro é “Disparos do Front da Cultura Pop”, do jornalista Tony Parsons, que saiu na “terra brasilis” pela Editora Barracuda.

No melhor estilo Amar é…, quem não lembra daquele casalzinho peladinho ainda não passou da barreira dos 30, segue algumas coisas que gente como eu pensa e percebi no livro:

Ser punk é ter brigado pelo menos uma dúzia de vezes na vida.

Ser punk é ter acordado no hospital sem ter a menor idéia de como chegou lá.

Ser punk é ter usado jeans, camiseta e coturno e um cabelo diferente.

Ser punk é ter freqüentado a galeria e tomado “bombeirinho” ou porradinha.

Ser punk é ter tatuagem, não japonesa e meia-manga, mas um monte aleatoriamente espalhada pelo corpo.

Ser punk é ser anarquista, às vezes niilista e outras suicida.

Ser punk é ser a antípoda do filhinho da mamãe, é rasgar a saia da velha ou usa-la, mas quase nunca deixa-la em paz.

Vou recorrer a uma pérola do livro, com a qual concordo em gênero, número e grau, exceção feita ao esporte que está longe de estar entre os meus favoritos, a seguir:

“Esteja perto das coisas que ama e leve um bastão de beisebol para todo o resto.”

axu q toh começandu pega o jeitu dissu aki....
toh postandu pela primera vez, tá 1 merda ainda + vai indu....
logo, logo vai fika loko igual ao flogão!!!
Lágrimas de sangueTaedet animam meam vitae meae. JóAo pé das aras no clarão dos círios Eu te devera consagrar meus dias; Perdão, meu Deus! perdão Se neguei meu Senhor nos meus delírios E um canto de enganosas melodias Levou meu coração! Só tu, só tu podias o meu peito Fartar de imenso amor e luz infinda E uma Saudade calma; Ao sol de tua fé doirar meu leito E de fulgores inundar ainda A aurora na minh'alma. Pela treva do espírito lancei-me, Das esperanças suicidei-me rindo... Sufoquei-as sem dó. No vale dos cadáveres sentei-me E minhas flores semeei sorrindo Dos túmulos no pó. Indolente Vestal, deixei no templo A pira se apagar - na noite escura O meu gênio descreu. Voltei-me para a vida... só contemplo A cinza da ilusão que ali murmura: Morre! - tudo morreu! Cinzas, cinzas... Meu Deus! só tu podias À alma que se perdeu bradar de novo: Ressurge-te ao amor! Malicento, da minhas agonias Eu deixaria as multidões do povo Para amar o Senhor! Do leito aonde o vício acalentou-me O meu primeiro amor fugiu chorando. Pobre virgem de Deus! Um vendaval sem norte arrebatou-me, Acordei-me na treva... profanando Os puros sonhos meus! Oh! se eu pudesse amar!... - É impossível! Mão fatal escreveu na minha vida; A dor me envelheceu. O desespero pálido, impassível Agoirou minha aurora entristecida, De meu astro descreu. Oh! se eu pudesse amar! Mas não: agora Que a dor emurcheceu meus breves dias, Quero na cruz sangrenta Derramá-los na lágrima que implora, Que mendiga perdão pela agonia Da noite lutulenta! Quero na solidão - nas ermas grutas A tua sombra procurar chorando Com meu olhar incerto: As pálpebras doridas nunca enxutas Queimarei... teus fantasmas invocando No vento do deserto. De meus dias a lâmpada se apaga: Roeram meu viver mortais venenos; Curvo-me ao vento forte. Teu fúnebre clarão que a noite alaga, Como a estrela oriental me guie ao menos Té o vale da morte! No mar dos vivos o cadáver bóia - A lua é descorada como um crânio, Este sol não reluz: Quando na morte a pálpebra se engóia, O anjo se acorda em nós - e subitâneo Voa ao mundo da luz! Do val de Josafá pelas gargantas Uiva na treva o temporal sem norte E os fantasmas murmuram... Irei deitar-me nessas trevas santas, Banhar-me na frieza lustral da morte Onde as almas se apuram! Mordendo as clinas do corcel da sombra, Sufocando, arquejante passarei Na noite do infinito. Ouvirei essa voz que a treva assombra, Dos lábios de minh'alma entornarei O meu cântico aflito! Flores cheias de aroma e de alegria, Por que na primavera abrir cheirosas E orvalhar-vos abrindo? As torrentes da morte vêm sombrias, Hão de amanhã nas águas tenebrosas Vos rebentar bramindo. Morrer! morrer! É voz das sepulturas! Como a lua nas salas festivais A morte em nós se estampa! E os pobres sonhadores de venturas Roxeiam amanhã nos funerais E vão rolar na campa! Que vale a glória, a saudação que enleva Dos hinos triunfais na ardente nota, E as turbas devaneia? Tudo isso é vão, e cala-se na treva - Tudo é vão, como em lábios de idiota Cantiga sem idéia. Que importa? quando a morte se descarna, A esperança do céu flutua e brilha Do túmulo no leito: O sepulcro é o ventre onde se encama Um verbo divinal que Deus perfilha E abisma no seu peito! Não chorem! que essa lágrima profunda Ao cadáver sem luz não dá conforto... Não o acorda um momento! Quando a treva medonha o peito inunda, Derrama-se nas pálpebras do morto Luar de esquecimento! Caminha no deserto a caravana, Numa noite sem lua arqueja e chora... O termo... é um sigilo! O meu peito cansou da vida insana; Da cruz à sombra, junto aos meus, agora Eu dormirei tranqüilo! Dorme ali muito amor... muitas amantes, Donzelas puras que eu sonhei chorando E vi adormecer. Ouço da terra cânticos errantes, E as almas saudosas suspirando, Que falam em morrer... Aqui dormem sagradas esperanças, Almas sublimes que o amor erguia... E gelaram tão cedo! Meu pobre sonhador! aí descansas, Coração que a existência consumia E roeu um segredo! ... Quando o trovão romper as sepulturas, Os crânios confundidos acordando No lodo tremerão. No lodo pelas tênebras impuras Os ossos estalados tiritando Dos vales surgirão! Como rugindo a chama encarcerada Dos negros flancos do vulcão rebenta Gotejando nos céus, Entre nuvem ardente e trovejada Minh'alma se erguerá, fria, sangrenta, Ao trono de meu Deus... Perdoa, meu Senhor! O errante crente Nos desesperos em que a mente abrasas Não o arrojes p'lo crime! Se eu fui um anjo que descreu demente E no oceano do mal rompeu as asas, Perdão! arrependi-me!
PRECISO ASSUMIR AS CONSEQUÊNCIAS